Gramsci Não Era Professor

04 May 2019 11:00
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<h1>Gramsci N&atilde;o Era Professor</h1>

<p>Gramsci n&atilde;o era professor, todavia um “educador” no significado lato do termo. N&atilde;o de um ponto de visibilidade dogm&aacute;tico - que ele tal condenou -, no entanto de um ponto de vista dial&eacute;tico, atualizando as teorias que estavam pela apoio dos projetos socialistas de transforma&ccedil;&atilde;o social. Queria torn&aacute;-las capazes de responder &agrave;s novas perguntas apresentadas pelas transforma&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas de seu tempo. N&atilde;o sendo pedagogo, Gramsci entendeu que a educa&ccedil;&atilde;o era uma propor&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica na luta pela transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade e apresentou uma das mais consistentes propostas para organizar a cultura no mundo capitalista, esbo&ccedil;ando o projeto da escola unit&aacute;ria. A Gamifica&ccedil;&atilde;o Como Estrat&eacute;gia Pro Com&eacute;rcio Eletr&ocirc;nico a educa&ccedil;&atilde;o e a escola assumiram, pra ele, gravidade t&atilde;o determinante?</p>

<p>Uma resposta pra essa pergunta relaciona-se ao aprofundamento de seus estudos a respeito do Estado capitalista, que o fizeram romper com teorias que dominavam o movimento socialista, do qual ele tamb&eacute;m fazia fra&ccedil;&atilde;o. Um dos principais aspectos desta ruptura &eacute; a sua cr&iacute;tica &agrave; consci&ecirc;ncia de que as ideias n&atilde;o tinham importancia, de que eram somente um produto do dom&iacute;nio do capital.</p>

<ul>
<li>Concursos e Emprego</li>
<li>Escola do Trabalhador</li>
<li>Regra de Tr&ecirc;s F&aacute;cil e Composta</li>
<li>UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Par&aacute;)- Enem/Sisu</li>
<li>Tra&ccedil;&atilde;o animal x mecaniza&ccedil;&atilde;o</li>
<li>oitenta e seis vinte e um &quot;Deixe-nos Te Entreter&quot;</li>
<li>nove Tenha crit&eacute;rio pela alternativa do objeto de estudos</li>
</ul>

<p>Pra tal concep&ccedil;&atilde;o, se a coisa mais relevante era derrubar o capital, a universidade era uma charada secund&aacute;ria. Como Se Conceder Bem Nas Provas transforma&ccedil;&otilde;es viriam ap&oacute;s a queda do capitalismo. Gramsci condena a concep&ccedil;&atilde;o fatalista do colapso do capitalismo, expondo que as modifica&ccedil;&otilde;es ocorridas pelo final do s&eacute;culo 19 tinham modificado muito as rela&ccedil;&otilde;es entre Estado e popula&ccedil;&atilde;o. A partir dessa data, come&ccedil;am a desabar as proibi&ccedil;&otilde;es ao correto dos trabalhadores de fazer greve, formar sindicatos, votar e ser votados, organizar partidos, anunciar jornais.</p>

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<p>Com isto, ir&atilde;o se constituindo media&ccedil;&otilde;es entre a economia e o Estado, que se expressam pela popula&ccedil;&atilde;o civil: o partido pol&iacute;tico, o sindicato, a imprensa, a universidade. Essa ideia aproxima-se do que Gramsci entendeu como “trama privada”, chamando a popula&ccedil;&atilde;o civil de “aparelho ‘privado’ de hegemonia”. As institui&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o civil s&atilde;o compreendidas como “trincheiras de luta” por causa de nelas se fornece o confronto entre projetos sociais e pol&iacute;ticos que s&atilde;o irracionais entre si, no quadro da disputa pela hegemonia. O trabalho para convencer as classes subalternas a aceitar o status quo n&atilde;o se restringe ao universo das ideias.</p>

<p>As concep&ccedil;&otilde;es de mundo s&atilde;o acompanhadas de comportamentos: um modo de meditar tem um jeito de agir que lhe &eacute; parecido. Se as massas prestam o seu consentimento ao Estado capitalista, o Estado torna-se hegem&ocirc;nico, exercendo a dire&ccedil;&atilde;o intelectual e moral da sociedade. Percebendo essa “trama”, Gramsci encontra a import&acirc;ncia de um movimento intelectual para distribuir algumas concep&ccedil;&otilde;es de universo que elevem a consci&ecirc;ncia civil das massas conhecidos e produzam novos comportamentos, de uma reforma intelectual e moral. Localiza, finalmente, a exig&ecirc;ncia pol&iacute;tica de conquist&aacute;-las para outra gera&ccedil;&atilde;o de mundo, para que elas possam cindir com a dire&ccedil;&atilde;o do Estado capitalista.</p>

<p>&Eacute; no &acirc;mbito da reflex&atilde;o do Tra&ccedil;o De Complica&ccedil;&atilde;o De Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas Poder&aacute; Ser Previsto cinco Dias Antes as liberdades civis e pol&iacute;ticas do Estado democr&aacute;tico. Cursos De Educa&ccedil;&atilde;o E Pedagogia tua amargura em reconhecer meios pra elevar cultural e politicamente as massas. Trata-se de uma compreens&atilde;o que vai muito al&eacute;m da gera&ccedil;&atilde;o pra cidadania. Gramsci olha pra educa&ccedil;&atilde;o como um homem pol&iacute;tico. Pensa um programa educacional, procurando distinguir m&eacute;todos e pr&aacute;ticas que propiciem aos trabalhadores sair da circunst&acirc;ncia de subalternidade. Gramsci defende a organiza&ccedil;&atilde;o de um “centro unit&aacute;rio de cultura”, cujo objetivo &eacute; a “elabora&ccedil;&atilde;o unit&aacute;ria de uma consci&ecirc;ncia coletiva”.</p>

<p>Tua reflex&atilde;o envolve an&aacute;lises a respeito de diferentes escolhas metodol&oacute;gicas que poderiam conceder a supera&ccedil;&atilde;o do “senso comum” e a gera&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio filos&oacute;fico. Envolve assim como a conversa das corpora&ccedil;&otilde;es que atuam pela cria&ccedil;&atilde;o de intelectuais, por exemplo a imprensa e, principalmente, a faculdade. E o mais s&eacute;rio &eacute; que um “centro cultural unit&aacute;rio” precisaria possuir uma fonte filos&oacute;fica para guiar o confronto ideol&oacute;gico, seja com o senso comum, seja com as concep&ccedil;&otilde;es de mundo dominantes.</p>

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